Muitas pessoas autistas aprendem a sobreviver escondendo quem são: sorriem quando querem se isolar. Forçam contato visual. Reprimem estereotipias. Suportam ambientes que as sobrecarregam. Ensaiam conversas. Imitam comportamentos. Passam o dia inteiro tentando parecer neurotípicas.
Mas o preço do mascaramento pode ser exaustão, autodestruição e afastamento de si.
Entre as consequências, estão:
Quanto mais invisível o esforço, menos apoio a pessoa costuma receber.
“Você é preguiçoso.” “Você é dramático.” “Você é sensível demais.” “Você só precisa se esforçar.”
Depois de ouvir isso durante anos, é comum acreditar que é verdade.
Quando você entende seu autismo e começa a desmascará-lo, consegue perceber melhor como se sente e como cuidar de si mesmo:
O que eu realmente sinto?
Do que eu preciso?
Quais são os meus limites?
Como posso viver de um jeito mais verdadeiro?
Esse processo não significa simplesmente deixar de mascarar tudo, o tempo todo. Significa construir, aos poucos, uma relação mais consciente consigo mesmo e reconhecer quando determinado comportamento é uma escolha e quando ele é uma forma de sobreviver às expectativas do ambiente.
A psicoterapia pode ser muito importante nesse processo. Ela pode ajudar a:
Reconhecer o próprio autismo é um processo de construção da relação consigo mesmo e de uma vida mais confortável.